Imaginem que um dos responsáveis pelo Caso Escola Base fosse eleito senador pelo estado de São Paulo. Não consigo imaginar quem não ficaria chocado e horrorizado. Choveriam denúncias sobre a imaturidade política e falta de memória do eleitorado brasileiro. Bem, isso é o que pode acontecer amanhã no Massachusetts caso Martha Coakley, candidata Democrata à vaga do falecida Ted Kennedy, for eleita.
O incrível é que no estado mais Democrata do país, apelidada de Taxachusetts e República Democrática Popular do Massachusetts pelo resto do país, ela está quase perdendo uma eleição que todos davam como certa. O candidato Republicano não é grande coisa, mas nesse contexto, não consigo pensar em muita coisa que tornaria a derrota de Coakley menos merecida.
P.S.: Seguindo os comentários do André Kenji, abaixo, percebo que o post pode ter causado confusão sobre o envolvimento de Martha Coakley com o caso Amirault. Apenas para esclarecer, não quis dizer que ela esteve envolvida com a condenação em si; ela foi responsável no sentido de participar ativamente do processo de manter um homem obviamente inocente na prisão por ganho político. De um jeito ou de outro, Coakley perdeu, merecidamente. Imagino que os Amirault se regozijam.

Essa pequena pixação está em uma coluna do prédio que fica na esquina das ruas General Câmara e General Andrade Neves, no Centro de Porto Alegre. A seguir, uma foto da fachada do prédio.
O governador de 86 anos de um Estado do sul da Índia foi obrigado a renunciar no final de semana após a divulgação de um vídeo no qual apareceria supostamente na cama mantendo relações sexuais com três mulheres jovens.
Narayan Dutt Tiwari, governador de Andhra Pradesh e membro da direção do majoritário Partido do Congresso, negou que fosse ele o homem que aparece no vídeo, mas foi pressionado a renunciar pelo partido.
O vídeo de três minutos e meio, divulgado por uma TV local na última semana, mostraria o governador, cuja mulher morreu em 1993, na cama de sua residência oficial sendo beijado e acariciado por jovens semi-nuas.
O que é mais provável: que os políticos brasileiros não fazem o mesmo, ou que nossa imprensa não sabe desencavar histórias como essa?
Faz alguns anos que parei de assistir Monk. Os casos ficaram idiotas demais e a comédia acabou com qualquer resquício do drama psicológico que tornava a série tão interessante. É o padrão com séries assim: coincidências começam a se acumular, as investigações vão passando para o segundo plano, tudo vira uma grande caricatura de si mesmo. Mas, ei, último episódio, resolução da morte de Trudy, vamos lá. Eu também preciso de um pouco de closure.
E foi decepcionante.
No meio de The Invention of Lying, fiquei esperando o momento em que os outros personagens começariam a mentir, com consequências desastrosas. Em vez disso, o filme começa a fazer um comentário particularmente perspicaz sobre a crença no pós-vida e o anseio humano pela religiosidade. Da perspectiva de um ateu, é ao mesmo tempo engraçado e delicado, mas creio que mesmo os teístas na plateia enxergarão uma visão respeitosa e que não renega seu ateísmo. Se o Richard Dawkins assistiu, imagino que odiou.
O presente de Natal que eu queria dar para a minha esposa era um uniforme de Jornada nas Estrelas, incluindo insígnia e patente, em parte porque ela está se transformando em uma trekkie de marca maior e merece ser recompensada, em parte para horrorizar os familiares quando ela abrisse o pacote e em parte porque sou um grande incentivador do uso de roupas apertadas. Infelizmente, a graça estava em surpreendê-la, e não é possível surpreender alguém com uma roupa feita sob medida.
Ela, no entanto, tem a chance de me surpreender, mas também sabe que é um saco comprar presente para mim. Por isso, decidi fazer uma lista de coisas que quero ganhar. Como são todos bons itens e que devem ser do interesse dos leitores deste blog, torno a lista pública. Em ordem aleatória:
* Mad Men - 1a. Temporada, de Matthew Weiner;
* The Best Basketball Book Ever Written, de Bill Simmons.
* Superfreakonomics, de Levitt e Dubner;
* Radicals for Capitalism, de Brian Doherty;
* Create Your Own Economy, de Tyler Cowen;
* Everybody Is Stupid Except For Me, de Peter Bagge;
* Starman, de James Robinson e vários desenhistas, volumes 1, 2, 3 e 4 (e o que mais sair, ou então a versão em 10 volumes já lançada).
* Qualquer livro que eu não tenha dos seguintes autores: P.J. O’Rourke, Neal Stephenson, Tyler Cowen, Vladimir Nabokov, Jorge Luis Borges, F. Scott Fitzgerald, Steven Pinker, Philip Roth.
* Um tapa-olho que daria orgulho a Moshe Dayan, Snake Plissken e Saul Tigh.
Nunca deixo de me impressionar que amigos inteligentes e cinéfilos de longa data insistem em ver cinema artê esnobe e estúpido, mas se recusam a assistir as verdadeiras obras-primas audiovisuais dos últimos dez anos: seriados como The Wire (acima), Mad Men, etc.
Nesta quarta-feira, 28/10, vou falar um pouco sobre as vantagens e desvantagens da criação de um Livre Mercado de Órgãos em uma reunião do CERC. O encontro será às 11:30, na sala 04 da Faculdade de Direito da UFRGS (Avenida João Pessoa, 80 - Prédio 11108).
A ideia é que eu lidere uma apresentação sobre o assunto, não que faça uma palestra. Em preparação ao encontro, sugiro a leitura deste artigo de Virginia Postrel, mas também não seria ruim ler tudo mais que escrevi sobre o assunto (aqui) para preparar objeções a todas as bolas sobre as quais pisarei. E aproveite e leia este artigo, de Ron Bailey, que critica este estudo.
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